No estudo realizado por Sobel (1979) verificou-se que, nos Estados Unidos da América, 50% da população sofria de uma doença crónica e, segundo Rodin & Salovey (1989), este valor aumentava para 86% em pessoas com idade superior a 65 anos. Com a tendência do aumento da esperança de vida, é de considerar o acréscimo da doença crónica, em grande parte como consequência das mudanças demográficas nos países industrializados, que se traduzem num expressivo envelhecimento da população (EMCC, 2003). Como tal, as doenças crónicas são frequentes e tendem a aumentar progressivamente com a idade e a longevidade da população, afectando cerca de um terço da população (Mendes, 2005).

A Diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de glicemia plasmáticos, em virtude da diminuição ou ausência da insulina no organismo (WHO, 2008) (OND, 2011).

A Diabetes Mellitus é cada vez mais frequente nos Países Ocidentais e a sua prevalência tende a aumentar com a idade, atingindo ambos os sexos (OND, 2011). De acordo com Wild et al (2004), estima-se que existiam 171 milhões de pessoas com diabetes em 2000 e as projecções apontam para que este número aumente para 366 milhões em 2030.

Em relação à prevalência da doença em Portugal, segundo dados do PREVADIAB (2011), 12,7% da população, com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos, apresenta Diabetes, correspondendo, sensivelmente, a 1 milhão e 3 mil indivíduos.

A Diabetes pode originar diversas complicações, nomeadamente a arteriopatia, retinopatia, nefropatia e neuropatia isquémica, em virtude de atingirem, essencialmente, os vasos sanguíneos e as fibras nervosas (IDF, 2005). A neuropatia e a arteriopatia estão na etiologia de uma das complicações mais onerosas da Diabetes, o Pé Diabético (IWGDF, 2007).

A amputação é, provavelmente, a mais temida e reconhecida complicação da Diabetes, pela população.

Em 2011 efectuaram-se 670 amputações major do membro inferior e 786 amputações minor em Diabéticos Portugueses (OND, 2011). A amputação altera a qualidade de vida das pessoas e diminui a esperança de vida, estando associada a uma elevada taxa de mortalidade nos primeiros 3 a 5 anos após a amputação. Há, também, maior risco de re-amputação no mesmo membro e/ou amputação do membro contra-lateral (Armstrong D., Lavery, L., Harless, L., 1998). A úlcera de perna ou pé está presente em 85% das amputações dos membros inferiores em pessoas diabéticas (Pecoraro, RE., Reiber, GE., Burgess, EM., 1990).

A literatura evidencia o contributo dos profissionais de Saúde na prevenção de complicações e manutenção da qualidade de vida da Pessoa com Pé Diabético, através de estratégias educacionais e de tratamento.

Perante isto, a APTFeridas apresenta o Curso de Formação “Pé Diabético”, que visa actualizar os conhecimentos dos profissionais de Saúde no âmbito da fisiopatologia, avaliação e tratamento da Pessoa com Pé Diabético.


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