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WHITE PAPER - FERIDAS AGUDAS, NÃO CIRÚRGICAS, MAS COMPLEXAS - Guia Clínico APTFeridas para Avaliação Rápida e Apoio à Decisão Clínica
Neste Guia, vamos introduzir um novo modelo de abordagem às Feridas, o modelo C.O.R.E.. Este modelo nasceu no coração da APTFeridas - de uma inquietação partilhada por quem, todos os dias, cuida de pessoa com feridas e percebeu que a técnica, por si só, não bastava.
Nos congressos, nas reuniões clínicas e nas formações, a mesma pergunta ecoava: como tornar os cuidados de feridas mais humanos, mais centrados na pessoa e menos fragmentados?
Desta escuta atenta entre enfermeiros, médicos, farmacêuticos, nutricionistas, podologistas, fisioterapeutas e investigadores, germinou a ideia de um modelo que unisse o rigor científico à essência do cuidar.
O nome C.O.R.E. não é apenas um acrónimo técnico - é uma metáfora viva do coração (core, em inglês), daquilo que nos move enquanto cuidadores. Cada letra representa um passo, mas também um valor:
Cuidar e Controlar - olhar o doente como um todo, estabilizar, aliviar, proteger.
Observar e Unificar - compreender os fatores que interferem na cicatrização e articular intervenções.
Reparar e Regenerar - restaurar o tecido, mas também a confiança e o bem-estar.
Educar e Envolver - transformar o medo em conhecimento e a pessoa em parceiro de cuidados.
Assim nasceu o C.O.R.E. - da prática e da reflexão, da unificação entre a arte do cuidar e a ciência da cicatrização.
É um modelo português, com vocação universal, porque fala a linguagem do cuidado humanizado - a mesma que a APTFeridas sempre defendeu.
Hoje, o C.O.R.E. é mais do que um algoritmo clínico. É uma filosofia aplicada, uma orientação ética e prática para quem toca uma ferida sabendo que, antes de qualquer pensamento, há uma pessoa.
Este White Paper foi desenvolvido para profissionais de saúde que atuam na linha da frente e que necessitam de critérios objetivosm atualizados e alinhados com os princípios do AMS/PGF, orientando a decisão clínica sobre quando e como utilizar determinado material, como e com que solução realizar a irrigação, quando não prescrever antibiótico, quando reavaliar e quando referenciar um doente.
Incluem-se ainda dois tópicos habitualmente negligenciados:
- Perspetiva do doente e da família - abordando a população pediátrica;
- Sustentabilidade dos cuidados e a integração de novas tecnologias.
Estes eixos refletem o estilo técnico da APTFeridas, em que cada recomendação clínica tem impacto direto na segurança, na qualidade, no leito da ferida, nos bordos e na pele perilesional.
| Este documento deve ser citado: Alves, P.; Ferreira, A.; Preto, J.; Moura, A.; Malcato, E.; Caldeira, P.; Vales, L. FERIDAS AGUDAS, NÃO CIRÚRGICAS, MAS COMPEXAS. Guia clínico APTFeridas para avaliação rápida e apoio à decisão clínica. Associação Portuguesa de Tratamento de Feridas 2025. ISBN 978-989-36371-2-8 |
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